terça-feira, 29 de maio de 2012

Dia do Geógrafo: algumas reflexões!


Todo dia 29 de maio, é o dia do Geógrafo, primeiramente parabenizo a todos por esta data.
Como profissionais da geografia, vivemos um paradoxo. Os temas discutidos pela nossa ciência estão cada vez mais em voga no mundo moderno, por outro lado, não ocupamos o espaço acadêmico que estes debates nos trazem.
As problemáticas estão ganharam caráter popular, e são discutidas internacionalmente. A RIO+20 é o principal exemplo.
A questão ambiental como tsunami na Ásia, deslizamentos de terra em Teresopólis, terremoto no Japão são exemplos de dimensão internacional de temas abordados por nós. Aqui no Brasil, o Código Florestal para não virar um "frankstein" deveria ser discutido por nós e pela sociedade. Isto tudo sem abordarmos a Conferência RIO+20.
Somos um dos mais habilitados para produzirmos um amplo debate sobre a questão urbana. Os engarrafamentos cotidianos e luta por moradia estão no gene acadêmico da nossa ciência. A construção de Planejamentos Urbanos democráticos e participativos é um dos nossos objetivos.
A contradição agrária é algo refletido amplamente por nós, inclusive alimentamos a sociedade de dados e informações. Somos mais geógrafos quando nos aliamos a todos que lutam por dia melhores no campo.
Temos autoridade para analisar as contradições do mundo contemporâneo. A redemocratização do mundo árabe e os conflitos no Oriente, não são negados por ninguém, que são elementos a serem analisados pela nossa ciência. A questão petrolífera, os tratados internacionais e as questões étnico-culturais deveriam pautam o cotidiano de nossas reflexões.
O mundo se globaliza enquanto infelizmente a geografia se interioriza. Os temas internos da nossa disciplina não podem ser tratados de forma burocrática e muito menos ficar preso aos meios acadêmicos. Precisam ganhar todos os lugares da vida social, as ruas, os bares, a internet; o ciberespaço, entre outros.
Não seremos melhores geógrafos senão lutarmos por um mundo melhor para todos os seres humanos. O questionamento das mazelas sociais do mundo contemporâneo é uma premissa básica para uma intervenção diferenciada.
A omissão em relação a discussão do Código florestal (que diminui a área de verde) e não combate as grandes empresas que poluem o meio ambiente é questão elementar para no debate ambiental sermos considerarmos geógrafos críticos e responsáveis.
Somos nós que temos a responsabilidade de denunciar academicamente, quanto de forma docente (pois também somos professores) a concentração de terra no campo, a especulação imobiliária nas cidades e todas as outras problemáticas aqui apresentadas. É uma opção ideológica e que também se torna cientifica.
É preciso atuarmos de maneira critica, para que os próximos nos anos quando viermos a comemorar nosso dia profissional, a alegria reflexiva não seja apenas para os geógrafos, mas para toda a sociedade.
Saudações Geográficas,
Parabéns pelo seu nosso dia!
Prof. Josemar

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

RJTV REVELA O DESCASO DA PREFEITURA COM O JARDIM CATARINA!

O governo Panisset diz ao jornalismo da REDE GLOBO não conhecer as necessidades dos moradores do Jardim Catarina e exige um abaixo-assinado para atender uma reivindicação


Antes de comentarmos a postura deprimente da Prefeitura de São Gonçalo, gostaríamos de afirmar que todos que transitam em São Gonçalo por fora das vias publicas principais sabem do a atual gestão municipal com a urbanização, com transporte publico e com desenvolvimento econômico da cidade.
Na semana passada durante as chuvas, publicamos uma foto no facebook, onde demonstramos a realidade da cidade em dias de chuvas e a péssima situação das áreas periféricas do município.
 Rua Alberto Mello da Costa no bairro Fazenda dos Mineiros - Foto de Eduardo Pereira 

Gostaríamos também de dizer que as obras de embelezamento feitas pelo governo Panisset, não atendem as condições básicas de saneamento e urbanização do município. Ora é Praça, ora recampeamento em asfalto recente. Enquanto a maioria da cidade amarga condições como vimos na reportagem da rede globo.
Mas o descaso da Prefeitura não param por aí. Além da triste situação, a prefeitura do Bairro do Jardim Catarina, eles ainda falam que é necessário um abaixo-assinado para resolver a situação do bairro. Um grande absurdo!
Um absurdo muito grande a resposta da Secretaria Municipal de Transportes
Todos sabem no município que a pratica autoritária faz com que eles não recebam os movimentos sociais, assim fazem com os profissionais de educação em greve, com servidores da saúde e com os movimentos comunitários combativos!
Desta forma sabemos que eles não precisam de abaixo-assinado para resolver o problema.
Veja a matéria do RJTV organizada pelos parceiros do RJTV e pela edição do jornal no dia seguinte:



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domingo, 20 de maio de 2012

A EDUCAÇÃO DE SÃO GONÇALO VAI DE MAL A PIOR!


Em São Gonçalo, um professor tem um dos piores pisos iniciais do Estado e o funcionário ganha menos que um salário mínimo.

Foto: Profª Monica Costa
O último IDEB (Índice da Educação Básica) realizado pelo MEC (Ministério da Educação) revelou que o Estado do Rio de Janeiro está em penúltimo lugar em relação ao quesito educação.

Comparando com as demais cidades do Estado, o município de São Gonçalo está abaixo da média. Mostrando a ineficiência e o desrespeito do poder público municipal com a qualidade do ensino.
No quesito salário dos profissionais, nossa cidade está entre as cinco piores do Estado.
Aqui em São Gonçalo, o piso do professor é R$ 643,18 e do funcionário é de R$ 289,64. Um absurdo que revela que a Prefeitura não respeita a responsabilidade social que têm esses profissionais.
Estudos do DIEESE apontam que as perdas salariais chegam a 25%! Já os estudos do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) revelam que a Prefeitura tem uma margem de 19 milhões para reajustar os salários.
Cremos que é necessário reajustar os salários e corrigir a distorção dos funcionários administrativos que têm o piso abaixo do salário mínimo. 

Todo apoio à luta dos profissionais da educação!

Ato em frente a Prefeitura
Foto: Profª Monica Costa



Desde o final de abril, os profissionais da educação entraram em greve. Reivindicando além do aumento salarial, os profissionais lutam também por melhoria nas condições de trabalho.
Entre as pautas estão: as eleições para diretores das unidades escolares; a convocação dos profissionais aprovados em concurso; o fim do clientelismo na contratação de funcionários, o cumprimento da lei de 1/3 da carga horária do magistério para planejamento e o cumprimento do Plano de Carreira Unificado. Reivindicações que temos acordo.
A eleição para diretores de escolas é uma pauta histórica dos profissionais da educação organizados no SEPE (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação). Não se constrói democracia sem participação dos setores da comunidade escolar - pais, alunos, professores, funcionários. Acreditamos nisto como um princípio na defesa de uma escola democrática e que vise formar cidadãos críticos.
A luta contra a terceirização também é uma das bandeiras do movimento. Defendemos que os cargos públicos de professor e funcionários administrativos devem ser ocupados por profissionais concursados. Não aceitamos que a educação seja moeda de troca nas relações clientelistas entre a Câmara de Vereadores e a Prefeitura.
A categoria vota pela manutenção da greve 
Fruto de anos de luta, a rede pública municipal de São Gonçalo tem um dos melhores Planos de Carreira do Estado, pois valoriza o profissional por tempo de serviço e pela formação. Este Plano de Carreira foi uma conquista da greve de 2002.
Mas devido ao congelamento do Plano, aos baixos salários e o descumprimento de sua progressividade, temos os profissionais de educação a receberem os piores salários.
Por todos estes fatores, nós do PSOL apoiamos as reivindicações dos profissionais de educação, em defesa de escola pública que queremos que seja democrática, gratuita e de qualidade.

Apoio a luta dos profissionais de educação se faz na prática!


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domingo, 29 de abril de 2012

PARABÉNS AOS TRABALHADORES PELO SEU DIA!


Parabenizo a você trabalhador(a) pelo seu dia.
A classe segue ativa nas lutas!
Veja o vídeo que preparei sobre a importância do 1º de maio
Um forte abraço,
Prof. Josemar

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TODO APOIO A GREVE DOS RODOVIÁRIOS



Quem se posiciona contra a greve dos rodoviários por causa de um rodoviário isolado que lhe atendeu mal, também será contra a greve dos professores, porque foi reprovado.
Nesta discussão, temos lado, que é o dos trabalhadores.
Falar que é culpa do péssimo transporte é do Rodoviário, é ignorar a ação das empresas de ônibus e do poder publico de São Gonçalo. Em São Gonçalo não temos um licitação desde de 1988, quando parou de se abrir linhas novas. A Tanguá, a Asa Branca e demais empresas fazem o que querem.
Hoje o rodoviário sofre de coluna (por ficar muito tempo numa só posição), de pressão alta (devida ao calor do motor) e ainda realiza dupla função (tem que cobrar a passagem e ainda dirigir).
Aí eu me pergunto : se condições de trabalho não são premissas para apoio a greve. O que será então?
Criticas pontuais devem ser feitas, mas por dentro do movimento. Assim aprendi nos anos de luta que tenho! A questão é de que lado nós estamos! Na luta viva, no calor da luta de classes, somos trabalhadores e apoiamos aqueles que assim se comportam!
O usuário e os rodoviários são vitimas do mesmo sistema, instituído pelas empresas e pelo poder público. A população aumentou o número de linhas e de modalidades de transportes não aumentaram. Não temos Metrô, e nem Barcas.
São Gonçalo, em especial, é a republica dos microônibus, que tira o direito dos idosos, dos jovens e portadores de deficiência , e como conseqüência desemprega ainda mais os cobradores. A culpa é dos rodoviários neste caso? Ou de Panisset e da maioria dos Vereadores que é omissa a questão dos transportes?
As passagens aumentam constantemente, enquanto os motoristas, que já ganharam 5 salários mínimos, hoje não ganham nem 3 salários, vocês acham justo?
Estamos falando de chefes de famílias, que tiram seu sustento do trabalho e que não são responsáveis pelo caos do transporte público. Temos sim que responsabilizar as empresas de ônibus e a atual gestão da Prefeitura pelo péssimo serviço de transporte.



Texto publicado originalmente no Facebook no dia 29 de Março de 2012



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